ATENTADO

Pressuposto: Utilizar sempre um adjectivo acima. Exemplo: não dizer "Ser uma mulher é um acidente" mas sim "Ser uma mulher é um atentado".

11.05.2006

Blogue adormecido

Irving Penn
Girl in Bed, 1949

9.22.2006

Tudo o que existe é memória.

8.15.2006

chantal

Quando chegámos, o teu amor, esse amor que durou a tua vida, a tua vida___, andava perdido. Na vossa casa, o silêncio era maior do que as paredes.

Foi preciso abrir janelas para o Sol também entrar, encher os quartos de crianças, rir muito, deixar que os cheiros da cozinha se espalhassem pela casa, lavar as panelas dos séculos passados que deixaste enfuscar ainda mais com o teu não gosto pelas tarefas domésticas, arrancar as ervas más do jardim a que nunca deste importância, para tornar mais leve o peso da tua ausência, para te roubar espaço, para fazer de conta que não te sentimos entre nós nos mais pequenos gestos e rituais, ___não em todos os momentos, mas em qualquer simples e particular momento.

Foi preciso tanto para ele se esquecer que anda perdido.
Quando partimos, estavas lá de novo. mais ausente que nunca.

7.18.2006

workgroup

no dia 8 de Julho assisti a um workshop coordenado por Meredith Monk. Dei comigo sentada no chão a observar os actos e as geometrias que se iam formando naquele espaço, a sala estúdio do Teatro Aveirense.

nesse espaço universo, todos os corpos deveriam perceber a sua tridimensionalidade.
andar, tomando consciência de todas as partes do corpo, de todos os movimentos, e de todo o ambiente envolvente. andar, treinando a visão periférica, ver todos rostos, todo o espaço. andar, sentindo toda a energia do corpo, dos corpos.
o propósito: afastar a morte dos corpos, atiçar a vida___que é o que fazem todos os artistas quando sobem ao palco.
o propósito: saber ser o centro rodeado de outros centros___primeiro princípio da representação.

as coreografias foram nascendo. e aos poucos, à linguagem gestual, foram-se adicionando vocalizações. coro-grafias foram nascendo.

perante mim, corpos e vozes libertos, conduziam, puxavam, empurravam, ensaiavam equilíbrios. frágeis.
marcaram-se ritmos, entrelaçaram-se sons múltiplos. até à aprendizagem de canções da Meredith:
coucou as I went walking
on a may morning
I heard a bird sing


e cantando, aperfeiçoando cada frase, apurando o sentido, os actos e geometrias que se iam formando naquele espaço, despertavam-me outras ideias. O meu olhar abandonava a terna individualidade, a rapariga graciosa que certamente fazia ballet há muitos anos, a italiana madura e austera, o tenor obeso que irradiava alegria, e rendia-se à amarga dinâmica dos grupos.

para além da consciência de si e dos outros. mesmo com o esforço de resposta à chamada. acontecia apenas o que podia acontecer. era qualquer coisa assim...
(vejam os atentados de 1 a 10)

observamos-agimos

Foto Atentado10

amamos o líder. projectamo-nos no mestre

Foto Atentado9

aplaudimos em conjunto

Foto Atentado8

festejamos encontros

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andamos, corremos, na mesma direcção, à mesma hora. competimos

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sentimos curiosidade pelas mesmas coisas

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não nos olhamos de frente

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não formamos "parada"

Foto Atentado3

não andamos sincronizados

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não formamos quadrados

Foto Atentado1

7.11.2006

paisagens

Uma vez dei a volta à Irlanda. É engraçado dizer isto assim. Escolher um lugar e começar a andar, andar, andar, e acabar nesse mesmo lugar. Isso é dar uma volta. De resto, é mesmo por isso que não se dá voltas a pessoas. Quando percorremos alguém, quando nos movimentamos na direcção de alguém, e seja qual for essa direcção, no sentido oposto ou no mesmo sentido, acabamos sempre num lugar diferente. Enfim, quase sempre. Eu ia com um amigo. E aconteceu-me uma coisa. O meu amigo obrigou-me a passar por um mesmo lugar duas vezes. Primeiro, quase sem querer, antes de anoitecer. Depois, querendo muito, na manhã do dia seguinte. Fui obrigada a andar para a frente, e depois para trás.

Antes de seguir novamente para a frente, sentei-me.
Da minha viagem à Irlanda guardei apenas alguns momentos. Este, foi um desses momentos. Sentar-me. Para olhar.

Nas cidades, os rostos são paisagens. Na Irlanda também. Mas a Irlanda é muito dificilmente uma cidade. A cidade é sempre uma cidade grande. As cidades pequenas são campos. Se a Irlanda for uma cidade, só pode ser uma cidade pequena. Mas eu acho que nem isso é. Quando andamos por uma cidade e nos sentamos no chão, percebemos um horizonte de sapatos e de pernas e dorsos vestidos. Pode ser curioso e belo, triste e belo, belo. Mas normalmente é uma violência, e acabamos sentindo que nos cegam. Os outros tornam-se uma barreira. Por isso se diz que as cidades devem ser percorridas a pé. Se o fizermos, os rostos são paisagens. E as ruas cabem na palma da nossa mão.

Corro muito em rios de rostos. Se alguém pára é uma rocha de expressão. Sorrio. No curso de um rio, querer ser também uma rocha. Parar para dar e captar melhor, emoções. Fazê-lo sem me dar conta. É tão natural.

Na Irlanda, a natureza é paisagem. Montanhas, lagos, escarpas, mar, terra, água, todos os elementos, expostos. Eu sentada numa encosta. A olhar. E o olhar é uma busca. Sentada percebendo a minha incapacidade. A paisagem ali, majestosa mas distante, a paisagem de um lado, eu do outro, eu face a ela. E o meu olhar tão pouco empático que o substituo por uma lente. Sem me dar conta. Clic, clic, clic, a máquina regista por mim.

Não consigo fixar paisagens, deixar que deambulem comigo. Viver o processo da memória que era nítida e depois se esbate, se mescla com outra paisagem feita memória. E não faço parte da paisagem, não me enterro, não cresço nem mudo de cor. Uma vez li que dinamarqueses e suecos se distinguem pela forma como se relacionam com a natureza. Os primeiros amam a natureza, e por isso respeitam-na; os segundos fazem parte dela, e por isso respeitam-na. Enfim, terei um quê de dinamarquesa, um quê.

O meu amigo mergulhou na paisagem, está dentro dela desde o dia anterior, não pode partir, chegar ao fim da volta, sem a rever, uma última vez, agora com outra luz.
Ele pôs-se diante de mim.

Dei a volta à Irlanda, de ponta a ponta. Atravessei-o.

No álbum, as paisagens da Irlanda mantêm-se incólumes. O rosto do meu amigo desapareceu. Eu também.

7.10.2006

outros enigmas

Venda (Oceania)

Líbia


O estudo da vexilologia - isto é, da história e do simbolismo das bandeiras - é uma disciplina auxiliar das ciências sociais, justamente por revelar elementos muito significativos sobre a formação de cada carácter nacional.

7.07.2006

hinomaru, não


Esta não pode ser a bandeira de um país! Um país com uma bandeira destas não tem História nem Desenvolvimento. Esta é a bandeira de um lugar pequenino, uma praia, o topo de uma montanha. Ou uma sinaléctica que quer dizer "você está aqui".

Se pensarmos esta bandeira na fronteira de um país, podemos imaginar graves incidentes diplomáticos: eu leio "perigo", "proibido entrar". Quer dizer, tratando-se de um país em guerra, este poderia ser um aviso pertinente. Mas se a Cruz Vermelha andasse por ali, mais facilmente eu me dirigiria ao local para... doar sangue. Pelo que, mesmo apreciando as cores, esta bandeira não é de todo aconselhável a um país.

É verdade que os índios na América poderiam ter inventado este desenho. E se esses índios não tivessem sido exterminados ou colocados numa reserva, talvez hoje esta pudesse ser a bandeira de uma nação. Mas o Dakota ou o Arizona nunca poderiam ser uma nação, além de que esta nunca poderia ser a bandeira de uma federação de estados.

Se o círculo for um Sol, nada nos diz que esse Sol pertence mais a um país do Sol Nascente que a um país do Sol Poente. Só digo isto porque, mesmo não podendo ser, esta é efectivamente a bandeira de um país.

Pensemos agora no design, minimalista. Que país ousaria ser associado a essa corrente? Nenhum país é ou quer ser minimalista. Esta não pode ser a bandeira de um país.

Não há Mishima nem samurai que me convença de que esta bandeira é válida. O Japão deveria inventar outra bandeira.

7.06.2006

super trouper i just call to say i love you no more lonely nights another brick in the wall every breath you take

Quando eu tinha uns 14 ou 15 anos, chegava a casa à tardinha, depois do liceu, e ligava a televisão. Havia uma boa razão. A RTP2 passava um pacote (quase fixo) de músicas antes da abertura da emissão. Durante umas duas horas, eu fixava o logotipo velhinho da RTP e cantava com... os ABBA. Às vezes também se ouvia Bee Gees e, com sorte, All I Have To Do Is___ Dreeeeeeeam do Andy Gibbs & Victoria Principal (a Pamela do Dallas, yeah).

Nesse tempo não convinha muito confessar estas fraquezas. Nem estas nem as que tinham a ver com os festivais da canção. Confessar a alguém que passava horas a fazer playback com um falso microfone seria o mesmo que me despir. Esta era uma experiência muito íntima, mesmo se comum à maior parte dos amigos (mais ou menos como a masturbação, quando era assunto completamente tabu). Os singles que comprava é que eram boa música, Pink Floyd e The Police (message in a bottle, yeah). E Joan Baez, claro, de quem possuia uma grande colecção de álbuns, herança de umas tias. De resto, ainda hoje a prefiro ao Bob Dylan, e é por causa dessas (outras) tardes passadas a sós com a viola, a fazer de conta que era a Baez no festival de Woodstock! Enfim, ouvia de tudo e gostava de quase tudo, até do I Santo da Califórnia!

Não sei se esta confissão só deve ser lida por quem viveu os 80's ou se basta saber o que é sentir um calorzinho por dentro quando se revê certas imagens ou se volta a escutar alguns-aqueles sons.

Vem isto a (des)propósito de um site que descobri e que vos deixo como presente. É tão abrangente que dá para quase todas as memórias e gostos. Sabem que os dois também se misturam, é a memória do gosto da música... ABBA e Bee Gees sabem a gelados do Esquimó no Verão, e a leite com Nesquick no Inverno; Pink Floyd a cervejas, pirolitos e ao primeiro beijo na garagem-discoteca do R.. Enfim, divirtam-se com:
Y Love 80's Music

7.05.2006

Niagara

George Loomis: Let me tell you something. You're young, you're in love. Well, I'll give you a warning. Don't let it get out of hand, like those falls out there. Up above... do you ever see the river up above the falls? It's calm, and easy, and you throw in a log, it just floats around. Let it move a little further down and it gets going faster, hits some rocks, and... in a minute it's in the lower rapids, and... nothing in the world -- including God himself, I suppose -- can keep it from going over the edge. It just -- goes.
Polly Cutler: Don't worry. I'm one of those logs that just hang around in the calm.

citação daqui

7.03.2006

moon river

Foto daqui

Em Breakfast at Tiffany's (de Blake Edwards), Audrey Hepburn é melhor do que alguma vez Capote poderia imaginar. De resto o filme esquece-se do livro. Para provar que no cinema a literatura tem de ser recriada, ou que as imagens inventam sempre novos romances.

E depois, não sei se ficamos com uma ideia ou sentimento geral sobre a obra, ou se nos detemos nos pormenores, e os imortalizamos. Mas há sempre uma projecção, de luz, sombras e personalidades. Nós, na página do livro ou na tela, por simbiose ou negação. Fiquei a olhar para esta citação do filme... , Holly Golightly é capaz de muito mais do que eu por amor!

Holly Golightly: But I am mad about Jose. I honestly think I'd give up smoking if he asked me.

Mas esta canção, aquela voz, é tudo o que me faz sonhar!

Moon River, wider than a mile,
I'm crossing you in style some day.
Oh, dream maker, you heart breaker,
wherever you're going I'm going your way.
Two drifters off to see the world.
There's such a lot of world to see.
We're after the same rainbow's end
waiting 'round the bend,
my huckleberry friend,
Moon River and me.

music by Henry Mancini, lyrics by Johnny Mercer
(o link para a voz da Hepburn,
que vai permanecer no Shout and Feel it)

7.02.2006

quero deixar escrita uma confissão

Quero deixar escrita uma confissão, que ao mesmo tempo será íntima e geral,
visto que as coisas que acontecem a um homem acontecem a todos.
Jorge Luis Borges


Por 60 euros, comprei as obras completas de Jorge Luis Borges (editorial teorema). São 4 volumes densos que reunem o trabalho de meio século. A Borges agradava a variedade dos temas abrangidos nas Obras. Ele diz: " A pátria, as aventuras dos antepassados, as literaturas que honram a língua dos homens, as filosofias em que tentei penetrar, os crepúsculos, os ócios, as desvairadas periferias da minha cidade, a minha cidade, a minha estranha vida cuja possível justificação está nestas páginas, os sonhos esquecidos e recuperados, o tempo." Mas só a mãe ou as mulheres de Borges poderão ter abarcado ou, pelo menos, abraçado, uma parte verdadeira de si. A mãe, muito antes de 1923, data em que publicou o seu primeiro livro. Porque é preciso amar para avançarmos para além das nossas limitações. Ou talvez um amigo, movido pela curiosidade e pelo bem-querer, ou pelo mal-querer (que a inveja também nos aproxima dos outros e, às vezes, só por isso, faz-nos crescer). Enfim, Borges quis deixar um testemunho. Para que, mesmo depois da sua morte, alguém tentasse compreendê-lo.

Nos últimos tempos, tenho conhecido homens com muitos anos de vida. Pressentem a morte com uma intensidade que só posso imaginar. E imagino. Todos aspiram a uma compilação da sua Obra, transferir a casa mental das memórias e dos feitos para um documento que se venda por um preço competitivo. Por vaidade. Por temor ao esquecimento, que é o futuro acontecer para além da ausência do seu espírito. Pela consciência de uma importância particular que lhes parece óbvia se as suas estórias se cruzam com a História de um país. Os meus velhos idealistas, querem criar condições que garantam a compreensão e o amor para além da morte; os meus velhos mais patéticos, buscam a eterna admiração.

Este texto de Mario Vargas Llosa, Jorge Luis Borges, o grande personagem borgiano, tocou-me muito.

(Jorge Luis Borges) Era, contudo, um sensível e tímido intelectual portenho, apegado às saias da mãe, que não conseguia entender a crescente curiosidade e admiração que despertava, sinceramente incomodado pela enxurrada de prêmios, elogios, estudos, homenagens que lhe caiam em cima, embaraçado com a proliferação de discípulos e imitadores que encontrava onde quer que fosse. É difícil saber se ele chegou a acostumar-se com esse papel.

Talvez sim, a julgar pelo desfile vertiginoso de fotos da exposição de Beaux Arts, nas quais ele é visto recebendo medalhas e homenagens e subindo a todas as tribunas para fazer palestras e recitais.

Mas as aparências enganam. O Borges das fotografias não era ele, e sim, como o Shakespeare de seu ensaio, uma ilusão, um simulador, alguém que andava pelo mundo representando Borges e dizendo as coisas que se esperava que Borges dissesse sobre os labirintos, os tigres, os "compadritos", as facas, a rosa do futuro de Wells, o marinheiro cego de Stevenson e as Mil e Uma Noites. (...)

Em nenhuma dessas ocasões senti que conversávamos. Ele já tinha apenas ouvintes, não interlocutores, e talvez um só ouvinte - que mudava de rosto, de nome e de lugar - diante do qual ia desfiando um monólogo curioso, interminável, atrás do qual se havia recolhido ou enterrado para fugir dos demais e até da realidade, como um de seus personagens. Ele era o homem mais homenageado do mundo e dava uma tremenda impressão de solidão.


Viver, com esse pressentimento de "antes da morte", mesmo com múltiplas e extravagantes homenagens, não apaga a angústia do que ficou por dizer.

herói

Outro dia ouvi isto:
um herói é um operário que morre num acidente de trabalho pouco antes da reforma.

atentado

Hoje enfiei um vestido Fátima Lopes__ o que quer dizer decote profundo e duas enormes rachas laterais__ e acompanhada do meu Warren fui à Quinta das Lágrimas__ a um jantar de gala. Perdoem-me a imodéstia, mas era a mais bela e a mais culta das fêmeas. O Warren era o mais atraente e promissor profissional, entre os machos. Enfim, esplendores de uma maturidade recentemente adquirida. Suspiro. Não vale de nada tanta competência. Regressámos a casa exactamente iguais, nem mais nem menos cansados, nem mais nem menos eufóricos. O incómodo maior: fiz um rasgão nos collants. Mas ninguém viu.

Hoje enfiei um vestido Fátima Lopes__ o que quer dizer decote profundo e duas enormes rachas laterais__ e acompanhada do meu Warren fui à Quinta das Lágrimas__ a um jantar de gala. Sorri, ouvi, conversei. Ele também. No regresso, dei-me conta de que teria sido mais relevante não termos comparecido. De vez enquando, é importante romper com as expectativas.

Hoje enfiei um vestido Fátima Lopes__ o que quer dizer decote profundo e duas enormes rachas laterais__ e acompanhada do meu Warren fui à Quinta das Lágrimas__ a um jantar de gala. Correu tudo tão bem que lhe disse que nunca mais o acompanharia.

Este exercício é uma forma de resistência. Não quero acreditar que ocupo o meu tempo de uma forma absolutamente inútil. que tempo é Tempo. é pedaço de vida. Não quero acreditar que o Nada deixou de me afectar. Porque eu estive lá Nada e vim de lá Nada.

correntes

Silogismo Naturalista
Os rios marcam a paisagem da Terra. A paisagem da Terra marca o carácter dos Homens. Os rios marcam o carácter dos Homens.


Silogismo Existencial
O rio Luachimo marcou a paisagem da Lunda. A Lunda marcou o meu carácter. O rio Luachimo marcou o meu carácter.


Silogismo Existencialista
A barragem construida sobre o rio Luachimo marcou a paisagem e a economia da Lunda. Meus pais emigraram para a Lunda. A barragem construida sobre o rio Luachimo determinou o meu nascimento - concepção e dores de parto, a fartura de alimentos que ingeri, o número de bonecas que me foram oferecidas, a qualidade dos afectos paternos, a intensidade das neuroses maternas, e tantas outras coisas ao longo de seis anos, que só posso ser um depósito residual vivo da barragem. Durante a guerra, cada um dos ataques à barragem foi um ataque à minha existência. E quem diz barragens, diz casas. E quem diz casas, diz pontes.

pressuposto

Utilizar sempre um adjectivo acima. Exemplo: Ser uma mulher é um acidente Ser uma mulher é um atentado.